Ultimamente, toda vez que tento escrever algo sério aqui no Blog, não sai nada. Acho que vou tentar levar esse negócio no bom humor. É melhor.. hehehe
Agradecimentos ao Alvim (cujo nome é Silvestre), à Tia Brissa, ao BataTino, à Jô, e aos amigos que aqui comentam. A propósito, vale a pena ler os comentários para ver algo do tipo:
""Rhayoney"... e eu achava "silvestre" um nome esquisito... bah! Vc diz que tem experiência em buracos, é pq ainda não andou em SG. Buraquinhos de nada... esses que furam pneus são brinquedo aqui em SG. Aqui os buracos quebram é o bloco do motor!!.. Estou lá com o FIAT na garagem, pensando se eu jogo ele nas cataratas ou se taco fogo... Ele quebrou o bloco coletor quando batí num buraco aqui em SG. ... estou na parte das chaves de fenda.. hehehe... realmente o enredo está parecido com minhas trapaiadas. Deixa eu continuar lendo... peraêê... KKKKKKKKK QUEBROU A CHAVE..HAHAHAHHAHAHA... Rapaz... me lembre de nunca andar contigo numa viagem dessas.. hehehehe... se juntarmos nossas sortes, arriscamo-nos a sermos acertados por um meteoro, piano.. ou qualquer outro bicho voador desses, hehehehe.. Mas... e a chave de casa? ... e a marca que vc fez na roda, tentando enfiar o maracanã dentro do Caio Martins? ... e a Tia Carol??... Já tá sabendo disso?? pé de coelho no retrovisor!"
Hehehehehe... de úrtima!!!!!!!
Escrito por Eric Locatelli Martini às 15h09
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Fim de Semana - Parte II - tentando chegar em casa
Resolvi pular o meio da história, indo direto ao fim. Até aí, saiba que o encontro em Arenápolis foi, em muito, superior ao que esperávamos, e que valeu a pena toda aquela bagunça da ida. Mas, seguindo a linha do post anterior, vamos à volta. Não é tão interessante quanto à ida, mas tem seus momentos também.
Primeiro descobrimos que havíamos ido pelo caminho errado até Arenápolis. Havia um outro caminho, passando por outras cidades, que, além de mais perto, tinha estradas melhores. Só isso já seria motivo suficiente para desanimar. Mas havia um agravante. Eu havia deixado um pneu em Rosário Oeste sendo vulcanizado, de forma que eu teria que voltar pelo mesmo caminho esburacado.
Fazer o quê? Deixar o pneu para trás não era algo que estava disposto a fazer. Até porque o estepe emprestado pelo borracheiro para seguirmos viagem já havia sido há muito tempo um pneu, hoje não passava de um bocado de borracha cheia de ar. E totalmente careca. E havia ainda a condição de "novo" do pneu em Rosário. A banda de rodagem dele não tinha passado dos 10 mil quilometros ainda. Teria que voltar. Não iria jogar os duzentos reais que havia pago no pneu no lixo, simplesmente. Não iria.
Saímos de Arenápolis no domingo, por volta das 4 horas da tarde. Satisfação pelo dever cumprido. Um tanto cansados, devido à problemática viagem no dia anterior, somado ao ritmo non-stop que havíamos dado ao retiro, visando aproveitar ao máximo a nossa permanência naquela cidade. Nossa proposta era passar antes das 6 da tarde em Rosário para pegar o pneu, até porque o borracheiro disse que esperaria só até esse horário. Que depois desse horário ele não garantiria que estaria lá. Pé na tábua, pensei eu. Mas como? A estrada estava péssima. Em alguns lugares eu chegava a desejar tentar passar pelo meio do soja. Quem sabe não seria melhor? Não fiz isso porque não tenho uma pick-up, porque se eu tivesse, não sei não...
Continuando a história, saímos de Arenápolis. Nos primeiros quilometros dava até para arriscar um 120 por hora. Mas logo a estrada se revelou e a velocidade média caiu para algo em torno de 30, 40 km/h. E tome solavanco e doses redobradas de paciência. Pelo menos a estrada estava tranquila. Doce ilusão... 
No trajeto, há um entrocamento onde a estrada pela qual eu vinha se junta com a rodovia Cuiabá-Santarém. Uma das principais vias de escoamento da grande safra matogrossense. Via altamente movimentada, com muitos caminhões (mesma via que eu havia ficado parado no dia anterior). O movimento era REALMENTE intenso. Mesmo em se tratando de um fim de tarde de domingo. Ao sair da estrada secundária e entrar na rodovia principal, pude ter a noção do tanto que iria ter que enfrentar. Todos os caminhões que estavam pelo Centro-Oeste deviam ter marcado um encontro naquela região. Só podia ser isso. Era muita carreta junta. Nos dois sentidos, claro!
Começou então aquela guerra de nervos, que é olhar a distância do caminhão que vem na direção contrária (sempre vinha um), analisar a sua velocidade, a velocidade do caminhão da frente, a velocidade do caminhão no sentido contrário, e efetuar os complexos cálculos mentais que avaliam se dá ou não para passar com segurança. E tem gente que não entende matemática e física. Rodar nessas rodovias é aplicar a física e a matemática o tempo todo. Nem sei quantos caminhões eu passei. Estava até ficando feliz. Até que olho à minha frente um caminhão com o pisca lerta ligado, indicando que ele estava parado. Imediatamente procuro olhar o espaço a frente do caminhão parado, já cogitando uma ultrapassagem tranquila, no que percebo que todo o trânsito estava parado. De tão parado que estava, os motoristas estavam todos do lado de fora de seus veículos. Como não sou louco, parei também. E desci do carro. 
Estávamos começando a descer a serra de Nobres (cidade anterior à Rosário Oeste - para quem volta) e que é conhecida no estado por suas fábricas de cimento, e um caminhão lá no pé da serra estava se incendiando, de modo que havia um congestionamento de ambos os lados da estrada. A distância que eu estava do caminhão em chamas era superior à 15 quilometros. E já havia muita gente atrás de mim...
Nessa hora é que você realmente fica sem saber o que fazer, aliás, sabia: nada. Não havia nada a fazer... Estava ansioso por voltar para casa, tinha que pegar o pneu no borracheiro, e não sabia quanto tempo ficaria parado na estrada. Via ao longe uma cortina de fumaça subindo... Descemos do carro, e começamos a conversar com os outros motoristas. Era o que nos restava. Acredito que ficamos pelo menos uma hora e meia parados na serra. 
Quando o trânsito finalmente foi liberado, havia tantos caminhões à minha frente que era muito complicado ultrapassar (até porque o trânsito do outro lado da pista também havia sido liberado há pouco, formando uma enorme fila), de modo que por um bom tempo tive que guiar mantendo uma velocidade baixíssima. Até carro de boi andaria mais rápido.
Quando cheguei em Rosário Oeste já eram por volta de 19:30. Só uma hora e meia de atraso. Mas encontramos o borracheiro, que ainda nos esperava (gente boa!), fizemos a troca, devolvi o estepe dele. Chegamos em Cuiabá por volta de 21:30 da noite, só 5 horas e meia após termos saído de Arenápolis. Mais rápido que a ida, com certeza.
Não tive notícias se houve vítimas no caminhão incendiado, ao que tudo indica não houve. Mas do caminhão não sobrou nada além de ferro retorcido. E o incêndio se espalhou pela mata morro acima.
Era isso, não tão engraçado que a ida, mas não tão menos complicada também...
Escrito por Eric Locatelli Martini às 16h02
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Fim de semana - Parte I - a saída de Cuiabá (vale a leitura)
Sábado pela manhã, por volta das 9 horas, saímos eu, Rhayoney (coord. estadual ministério das artes da RCC-MT) e a Neize (vocalista da Banda Dogma) para um retiro para músicos em Arenápolis, interior do estado. A viagem estava programada para durar umas 2 horas e meia. Calculamos que chegaríamos para o almoço.
Abastecido o carro, pegamos a estrada. Muito trânsito de caminhões. E algumas concentrações de buracos pelo caminho. Nada que, com a minha experiência profunda em viagens não pudesse ser superado com facilidade. 
Bom, até que pouco antes de chegarmos a Rosário Oeste, um conjunto de buracos me pega desprevinido. Aliás, buracos não, bacias, panelas, o nome que desejar. Do contato das rodas com a borda de um dos buracos (o mais fundo, claro) sai um barulho seco, metálico, acompanhado de um assobio (fsssssssss), indicando o inexperado. Logo sinto a direção tremer e encosto. Pneu furado, logo pensei.
Encosto o carro no acostamento para ver o estrago. O pneu da dianteiro esquerdo (lado do motorista para os desavisados) estava completamente vazio.
Lógicamente não gostei, mas também não era nada demais. Afinal, desde criança já trocava pneus. E ainda tinha a ajuda do Rhayoney. Tava até tranquilo. Só torcia para não ter trincado a roda ou coisa do tipo, afinal, roda de liga leve é bem frágil nessas situações.
Após a constatação do problema, parte-se para a solução. Trocar o pneu. Abro a porta do motorista e aperto o botão para destravar o porta-malas. Procedimento padrão nessa situação. Porém, ao encaminharme até o porta-malas (até parece que era longe.. hehehe), escuto novamente um fssssss, mais baixo, porém constante. Abaixo-me e vejo um cenário preocupante: o pneu traseiro esquerdo (também do lado do motorista, tá?) também foi atingido, e também estava esvaziando, porém mais lentamente. Todos percebemos que havia a necessidade de trocar rapidamente o pneu dianteiro e tentar chegar a uma borracharia enquanto o pneu traseiro ainda tinha algum ar.
Começa a correria de esvaziar o porta-malas, pegar o estepe, o macaco e a chave de roda e ir até o pneu dianteiro (completamente vazio). A roda do Polo tem uma pequena calota com o símbolo da Volkswagen que esconde os parafusos. Função estética apenas. Bastava retirar a calota e desparafusar a roda. Aí começo a perceber que o que era simples poderia ser um pouco mais complicado... 
Essa pequena calota possui um pequeno furo que, ao entrarmos com uma chave de fenda, basta dar uma pequena forçada e ela sai facilmente. Eu me lembro de quando eu comprei pneus novos do Polo como os caras fizeram. Era fácil. Aliás, seria fácil. Seria fácil se eu tivesse uma chave de fenda no carro.
Sempre carrego tudo. Tenho em minha bolsa cabos reservas, extensão de 15 metros, 2 cabos midi, tudo que eu precisar em uma emergência musical. Mas não tinha uma mísera chave de fenda. Nem nada que pudesse realizar a tal função. Até que olho para a chave da minha casa: daquelas reforçadas, em formato de cruz +, daquelas que não tem como tirar cópias e que trancam bem a casa, pois contam com fechaduras enormes. Ocorre-me a pior idéia de todas: tentar enfiar aquela chave no espaço da chave de fenda e forçar para tirar a calota. Entrar foi complicado, afinal, a chave era de espessura maior que o espaço destinado à chave de fenda.
Nesse momento comecei a perceber que o negócio não estava bem encaminhado. Ao tentar forçar a chave para tirar a calotinha que estava impedindo a troca do pneu, o que acontece???? Isso mesmo! Quebro a chave de casa!!!!
Santa esperteza Batman... Bom, a situação se complicou um tanto mais. O pneu da frente vazio, o estepe do lado do pneu vazio e o pneu traseiro se esvaziando... E eu não conseguia tirar a *&¨&%$$$%@ da calotinha!!!!! 
Olho em volta, na vã esperança de encontrar um pedaço de metal, uma antena quebrada, alguma coisa que pudesse ajudar a tirar a calotinha da roda da frente. Nada. Decidimos pedir ajuda aos viajantes que passavam por nós. Nada. Ninguém parava. E olha que a estrada estava bem movimentada. Mas ninguém queria saber de nos ajudar. Também, do jeito que as coisas estão, com esse lance de violência, roubo de cargas e coisas do tipo, quem se arrisca??? Nem dá para julgar... Até que, depois de quase uma hora, um senhor com uma F-250 sente-se tocado e resolve nos ajudar. Nesse momento, o pneu traseiro já estava completamente vazio. Traduzindo, não havia mais como seguir. Reduzindo a história, o Rhayoney vai com o senhor da F-250 até Rosário Oeste com os dois pneus furados, e eu fiquei com o carro usando o estepe na frente, e atrás só o macaco segurando o carro em pé. Cada carreta que passava do lado balançava o carro, dando a impressão de que o macaco poderia escorregar a qualquer momento. 
Depois de uns 40 minutos, acho, o Rhayoney volta com os dois pneus. Um cheio e outro vazio. O pneu dianteiro não tinha remendo, seria necessário "vulcanizar", um processo que levaria mais de 3 horas. E o traseiro cheio com um remendo lateral que o borracheiro "garantia" que era seguro. Procedemos com a colocação do pneu traseiro e fomos até Rosário Oeste verificar uma forma de arrumar o outro pneu. Afinal, estávamos ainda no começo da viagem, e rodar sem estepe nas condições que a estrada nos apresentava era imprudência demais.
Chegamos à Rosário Oeste. Nem paramos no borracheiro que fez o primeiro serviço porque ele não tinha o equipamento necessário para realizar a vulcanização do pneu estragado, então tocamos pra frente, procurando outra borracharia. Vale ressaltar que Rosário Oeste é uma "cidade de primeira", engatando a segunda já se sai da cidade, usando uma piada velha para situar o leitor. Até que encontramos uma outra borracharia, no que o borracheiro, um senhor já de idade, vem em nosso encontro: "Chegaram na hora certa, hein?". Estranhamos o comentário, até que olhamos para o pneu que havia acabado de ser consertado: vazio! 
Nem preciso dizer que fiquei p! da vida. Tinhamos acabado de consertar o pneu. Pago o serviço e tudo. Mas, tudo bem, já estávamos em situação melhor que antes. Havia um restaurante em frente à borracharia. Pedimos para o borracheiro consertar o pneu traseiro rapidamente. Conversamos com o borracheiro, que concordou em nos emprestar um estepe, enquanto ele fazia a vulcanização do meu pneu, afinal, nós já estávamos muito atrasados. Almoçamos enquanto ele fazia os consertos rápidos (o pneu traseiro e preparar um estepe emprestado) e seguimos viagem. No dia seguinte (domingo) passaríamos para pegar o pneu dianteiro vulcanizado, devolver o estepe dele (um pneu totalmente careca) e terminar de pagar. Chegamos no encontro com 3 horas de atraso apenas.... Mas amanhã eu conto mais sobre o encontro.
Escrito por Eric Locatelli Martini às 15h34
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